quinta-feira, outubro 27, 2005

Lógico, não?

Continua a pobreza idealística na política... se nos dão a escolher entre Soares, Alegre e Cavaco, quem é que é obviamente o mínimo denominador comum?

quarta-feira, outubro 19, 2005

Sporting

No caso de haver dúvidas, não tem que enganar

Primeiro demite-se o treinador, a seguir o presidente, depois a direcção, logo a equipa e no final, olha! deita-se abaixo o estádio e faz-se de novo.

terça-feira, outubro 18, 2005

Prevenções

Como medida de prevenção à possível pandemia de gripe das aves, foram tomadas algumas medidas:

- O "Lago dos Cisnes" não terá lugar este ano.

- É aconselhável evitar a audição de temas como "O Galo Badalo, a Galinha Balbina, o Pinto Jacinto e o Perú Gluglu"; "O passarinho"; "Pássaros do Sul"; "O Pato"; e outras canções com referências a aves, como, por exemplo, "A Pedra Filosofal".

- Será aconselhável também evitar contacto com obras como "Pássaros Feridos"; "Quatro penas Brancas" (Livro, Filme e BSO); "Os Pássaros" (Filme e BSO); "Os sete cisnes brancos"; "O Feiticeiro de Oz" (especialmente o espantalho); e outras do género, mas nada há a dizer quanto às histórias da carochinha, as quais parecem não apresentar qualquer risco.

- Também é aconselhável evitar pessoas com peneiras, que se pavoneiem, cérebros de galinha, pintos calçudos, e, pronto, já que estamos em maré disso, malta constipada... até porque o tempo não anda muito estável...

domingo, outubro 16, 2005

A magia voltou ao mundo






Terminei de ler agora o "Jonathan Strange & Mr. Norrell"de Susanna Clarke e apesar de não ser a mesma obra de arte que o "Senhor dos anéis", é, sem dúvida, excelente. Quer pela forma inteligente e criativa como está escrito, quer pela história, humana, irónica e fantástica.
A magia voltou ao mundo pela mão de Susanna Clarke. É verdade que têm surgido muitos livos sobre magia e fantasia, mas o Senhor Strange e o Senhor Norrell parecem trazer uma lufada de ar fresco sobre as inúmeras versões sobre as lendas arturianas que têm surgido vezes sem conta, sem desprimor para os seus autores, ou mesmo para o tema.

Uma nota, no entanto, li a versão inglesa, que, como sempre mais barata que a versão portuguesa, tem a vantagem de qualquer original...

domingo, outubro 09, 2005

Autárquicas

Nunca vi tantas derrotas responsáveis.

Nunca vi tanta coordenação entre os discursos...

terão tido o mesmo autor?

Autarquicas II

Este é o país que tem um ditado que reza que 'vergonha é roubar e ser apanhado'. Pelos vistos, neste país já se perdeu a vergonha.

O grande problema, aqui, não são os candidatos. É quem vota neles.

sexta-feira, outubro 07, 2005

Amanhã

É dia de reflexão. Vá lá, por um dia não há disparates.

domingo, setembro 18, 2005

Não há dúvida que tem lógica

Disse assim a senhora:

- Eu já sou trisavó. Sou tia avó do pai, tia avó da mãe e tia avó do neto, sou trisavó.

Lá lógico, é. O problema é esta malvada língua que só existe para complicar as coisas.

sábado, setembro 17, 2005

modernices

O vampiro aproximou-se discretamente e disse:
- Desculpe, senhor, tem uma coisa no ombro, importa-se que lhe tire?

Foi cruel a sua morte. Os níveis de colestrol da vítima, rebentaram com ele. E ele sempre tão cauteloso com a sua dieta...

quarta-feira, setembro 14, 2005

Inquietante

Este senhor e a sua voz e a sua melodia, são uma experiência inquietante, que parece infiltrar-se na alma, lentamente. Toma-nos docemente, quando reparamos já estamos presos.

Não há nada a fazer...

De repente, somos todos pássaros...



Antony, in Antony & the Johnsons

domingo, setembro 11, 2005

Autárquicas

As campanhas eleitorais para as próximas eleições autárquicas, têm mostrado bem o nivel em que se encontra a política portuguesa, o nível das pessoas em quem temos votado, o nível das pessoas que se apresentam para que votemos nelas.

É talvez melhor que isto se passe assim, agora. Apesar de me desconcertar ainda a incoerência nacional (ou devo atribuir à ignorância nacional?) de haver crentes, defensores.

Desconcerta-me ainda mais, quem acha que o voto em branco é uma alternativa cobarde, mas não considera o mesmo o voto útil. Mas isso, a cada qual diz respeito.

Acho que chegámos àquele ponto em que é impossível continuarmos a rir da desgraça nacional. Há muito que a desgraça se ri de nós. Agora fá-lo descaradamente.

Até onde mais podemos ir?

segunda-feira, setembro 05, 2005

Coisas que não entendo

Críticos de cinema:

Ou eles se regem por critérios que eu nunca na minha profunda ignorância poderei entender, e por isso hei-de ser para sempre miserável e só gostar de filmes de má qualidade,

Ou eles próprios não sabem bem quais os critérios porque se regem e é conforme o filme lhes cai no goto ou não.

De qualquer das maneiras, uma coisa posso afiançar, e isso com certeza absoluta, muito poucas vezes os críticos de cinema e eu estamos de acordo.

É por isso que normalmente ignoro as críticas...

sexta-feira, setembro 02, 2005

Viagens

Este gato já andou à boleia pela Galáxia...





























The Hitchhiker's Guide to the Galaxy in Rotten Tomatoes



Agora tenho que ir a um restaurante no fim do universo...

Eta país de saudosistas

Por isso é que não saímos da cepa torta. Estamos sempre a tentar recuperar as antigas glórias.
Não damos possibilidade a novas.
Ou será... pergunto-me, pergunto-me eu...
Se os novos a querem...?

sexta-feira, agosto 26, 2005

Um autocarro chamado Éden

O primeiro ruído que se ouviu era quase imperceptível. Nada mais que um ruído. Quase como se um gigante se aproximasse naquela rua deserta e pouco iluminada, em passo de jogging.
Pouco depois, mas não tão pouco como isso, o jogging foi dando lugar a uma ideia de batida, acompanhada por um som imperceptível, palavras difusas, alguém que falava.
Na rua deserta, pouco iluminada, não fosse aquele som, nada mais se ouviria.
A pouco e pouco o som foi-se tornando numa melodia animada, mas ainda assim não tão perceptível como isso.
No fundo da rua, uma luz começou a aproximar-se, ganhava a forma de uma árvore de natal ambulante, com luzes melodiosas, de tons amarelos, laranjas, encarnados e o som tornou-se numa melodia de laivos africanos e orientais, conjugadas com uma batida ocidental, acompanhada por várias vozes que cantavam.
Aos poucos, a árvore ganhou a forma de um autocarro de três andares. O último, descoberto, trazia uma imensa aparelhagem, e inúmera gente a dançar.
A rapariga estranhou como tanto barulho não trazia ninguém às janelas dos prédios. Mas por isso mesmo, imaginou que ali já era hábito.
Á medida que o autocarro se aproximou, tornou-se perceptível a sua decoração de cores e desenhos psicadélicos, as pessoas que dançavam e conversavam alegremente nos três andares. A voz masculina que troava.
A rapariga afastou-se um pouco no passeio, para dar passagem ao veículo, mas ele parou, ensurdecedor, à sua frente. A porta abriu-se, e um homem, estranhamente vestido, numa mistura de hip-hop psicadélico com hippy dos anos 70, apareceu, com um microfone na mão. A música não parou, mas pareceu baixar vários decibéis.
Ele sorriu, por detrás dos imensos óculos escuros, de aros de madeira, e estendeu a mão à rapariga.
- Vem, disse ele ao microfone, ecoando a sua voz por toda a rua, aqui não vais precisar disso.
Enquanto o autocarro se afastava, animado e colorido, noite fora, o único sinal que ficou da rapariga foi a sua mala.

terça-feira, agosto 23, 2005

A Globalização

O que mais me irrita na globalização é tudo passar a reger-se por um cânone. Nas grandes superfícies comerciais, não se encontram senão as marcas mais vendidas. Quando se quer procurar um artigo diferente, ele pura e simplesmente não existe. Não faz parte do cânone. Não é suposto existir.
A possibilidade de qualquer loja mais pequena poder ter esse artigo que procuramos acaba por ser maior, se:

1- a loja mais pequena conseguir sobreviver ao violento e destrutor avanço das grandes superfícies comerciais.

2 - e mesmo sobrevivente não se tenha rendido ao fenómeno.

Outra situação com que me deparo é que até nas grandes superfícies comerciais praticam preços cada vez mais altos.

Moral da história: Não só me obrigam a consumir aquilo que eu não quero, como me obrigam a pagar cada vez mais por isso.

É ainda mais irritante reparar como as pessoas se vergam e aceitam estas novas leis de consumo, sem procurarem alternativas, despertarem para outras realidades. Ás vezes parecemos todos personagens do Matrix, em que resistimos todos a tomar a pílula azul, não nos questionamos, não queremos saber.

Não sei se a Internet não acaba por funcionar como um escape. Através da troca de informação, talvez consiga habver alternativas a toda esta "standardização" da realidade.

Mas é preciso que as pessoas acordem.

quarta-feira, agosto 10, 2005

Aqui há Gato

O Gato lambeu as botas e arrumou-as no armário. Enquanto o fazia, começou a enumerar, por uma razão desconhecida, os gatos de que já ouvira falar.

Gatos de botas, gatos borralheiros, gatos malteses, pianistas e bilingues, gatos siameses.

Gatos com sete vidas e gatos que morreram de curiosidade.

Gatos pretos, gatos brancos e gatos pardos.

Gatos escondidos, línguas de gato, gatos assanhados.

Gatos em telhado de zinco quente, gatos em saca.

Gatos pingados, gatos escaldados.

Gatos que chovem, gatos divinos.

E gatos ao sol. Sorridentes e preguiçosos, em tardes de Verão a olhar as nuvens.

segunda-feira, agosto 08, 2005

Conversas de Alberto Caeiro

Gosto de ficar a contemplar as nuvens.
As formas que criam, rostos disformes, aqui um corpo demasiado longo que prolonga um braço a terminar finalmente numa garra.
Ali uma mistura de bico de águia, emoldurados por olhos cavernosos e um riso que me parece maléfico.
São formas que parecem fantasmagóricas, vivas, cheias de poder.
Que diríamos nós se nos confrontássemos diariamente com gente assim?
Talvez passássemos a ter outra noção de belo...

Uma questão de gosto

Nem sempre ando ao sabor da corrente... dos outros.

Creio que muitas vezes é exactamente ao contrário.

Quando digo que o "WIld Mood Swings" é dos trabalhos dos The Cure, o que eu prefiro, não são raros os olhares de lado que recebo, como se tivesse acabado de dizer uma heresia.

Fazer o que...?

The Cure - Wild Mood Swings, in Wikipedia.org

segunda-feira, agosto 01, 2005

Messenger

Se há frase que me faz alguma confusão no messenger, é quando quero apagar um contacto, me aparecer a mensagem que diz:

"Está preparado para eliminar esta pessoa?"

Boa pergunta!